Saúde

Alzheimer: como a radiologia pode ajudar no diagnóstico

Publicado por Marcela Ferreira no dia 21/07/2021 as 13:15

A radiologia é uma área responsável por fazer vários diagnósticos na saúde de uma pessoa.

Alzheimer: como a radiologia pode ajudar no diagnóstico

Há algum tempo, exames de radiologia tem ajudado pessoas a detectarem o mal de Alzheimer.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 1,2 milhão de brasileiros, o que condiz a um número de cerca de 30% da população acima dos 85 sofre ou sofrerá da doença.

Sendo assim, recomenda-se para aquelas pessoas que tem perdas cognitivas antes dos 60, exames para confirmar um diagnóstico positivo ou não sobre a patologia.

Veja mais sobre este assunto ao longo do conteúdo.

A radiologia e o mal de Alzheimer

Em primeiro lugar, para aqueles que não tem uma ideia clara sobre a doença, é vital entender o que ela é.

O mal de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que faz com que a memória e outras funções mentais, sejam perdidas.

Esse é um dos principais fatores que causam demência em idosos. Suas causas ainda não são conhecidas.

No entanto, acredita-se que haja uma influência genética em sua aparição. Dentre os sintomas mais marcantes, a perda de memória é a que mais se destaca.

Mas, com o tempo é possível ver outros sintomas até mais graves que esse, como:

  • Esquecer coisas antigas;
  • Nomes de pessoas;
  • E palavras.

A doença possui quatro estágios:

  • Inicial;
  • Moderado;
  • Grave;
  • Terminal.

Em cada uma dessas fases, pode-se notar diferentes sintomas. Por exemplo, no estágio inicial ela causa perda da memória recente.

Além disso, provoca uma desorientação espacial e também temporal, uma certa agressividade e perda de interesse por atividades de lazer.

Já quando se encontra na fase moderada, há uma certa dificuldade para lembrar os nomes de pessoas, objetos, há agitação e uma insônia.

Nos casos mais graves, há incontinência urinária e fecal, dificuldade para se alimentar, deficiência motora, entre outras dificuldades.

O estágio terminal é o mais grave pois ele traz a dependência de cuidados de outra pessoa em tempo integral, e dores ao engolir.

Como que faz o diagnóstico de Alzheimer?

Não existe nenhum tipo de teste definitivo que pode definir o aparecimento da doença.

Sendo assim, em geral, os diagnósticos costumam ser feitos por exclusão. Isso porque os médicos realizam uma análise no histórico familiar e pessoal de cada paciente.

Assim, ele pode ir excluindo as opções de patologias mentais junto com o apoio de testes psicológicos.

Além do mais, outros testes cognitivos acabam avaliando algumas habilidades como:

  • Concentração;
  • Memória;
  • Linguagem;
  • Orientação.

Desse modo, por meio de vários testes, o neurologista ou o psiquiatra geriatra é o melhor profissional para dar o veredito.

Como os exames de radiologia ajudam a descobrir a doença?

Alguns exames de imagem cerebrais ajudam a obter um diagnóstico do Alzheimer. Isso porque com eles, é possível ver as mudanças que aconteceram no cérebro.

Além disso, pode-se excluir a possibilidade da pessoa estar com um tumor ou uma hidrocefalia.

O primeiro exame de radiologia então que pode ajudar nessa fase, é a tomografia computadorizada.

Ela permite que se obtenha várias imagens da área analisada, de vários ângulos diferentes.

Dessa maneira, pode se observar uma imagem 3D do cérebro. Durante esse exame, o médico pode excluir:

  • Chances de tumor;
  • AVC;
  • Hemorragia;
  • Entre outras causas de demência.

Outro exame de imagem útil, é a ressonância magnética. Ela não faz uso de raio-x, e sim de ondas de rádio que geram imagens 3D também.

Esse exame deixa o profissional ver se houve algum padrão de perda do tecido cerebral. Isso serve para saber se o paciente sofre com a doença ou alguma outra.

A área de radiologia está em constante aprimoramento justamente por conta dos equipamentos modernos e das novas ferramentas.

Todo avanço que acontece na saúde, tem como foco aprimorar os cuidados para com os pacientes. Assim, pode-se tratar ou até mesmo eliminar uma doença.

O Alzheimer ainda é uma patologia que a ciência busca pela cura. Sendo assim, acaba sendo um dos principais objetos de estudo.

Existem diversas pesquisas nas quais o foco é prevenir que a doença apareça. Assim, o uso de biomarcadores pode indicar o começo da patologia.

Os exames de imagem são muito importantes para que se possa ter maior noção de como funciona o cérebro das pessoas com a doença e de pessoas não doentes.

Desse modo, pode-se aprimorar o diagnóstico. No mundo todo, todo ano mais de 20 milhões de casos de Alzheimer surgem.

Prevenção

Em casos de pessoas com histórico familiar de Alzheimer, é importante que os exames comecem cedo.

Assim, acaba-se tendo um meio de prevenir e reduzir os sintomas da doença. Ainda que não tenha cura, ela pode ser retardada e até mesmo evitada.

Tudo dependerá de como a pessoa adotará os bons hábitos em sua vida, como:

  • Alimentação saudável;
  • Não fumar;
  • Reduzir estresse;
  • Entre outros fatores.

Alguns pesquisadores da UFRJ descobriram há pouco tempo que a prática regular de exercícios pode ser um fator que reduz as chances da doença acontecer.

Isso porque a irisina é liberada. Esse, é um hormônio capaz de proteger e restaurar as conexões neurais.

Os pesquisadores creem que esse hormônio pode prevenir também outros tipos de doenças.

O diagnóstico, como dissemos é feito a partir da análise dos exames neurológicos, e uma série de outras observações.

Assim, junta-se os sintomas do paciente e o médico pode dizer se a pessoa está ou não com indícios da doença e em que nível ela está.

A doença surge a partir de condições físicas e psicológicas. Sendo assim, analisar cada indivíduo pessoalmente é vital para dizer qual cuidado aquela pessoa deve ter.

Conclusão

Por fim, vimos então o que é o Alzheimer e como a radiologia tem ajudado os médicos a ter uma visão completa do que está acontecendo com o paciente.

Assim, é possível juntar vários fatores e começar o cuidado ideal. Apesar de não haver uma cura, os remédios ajudam bastante as pessoas a lidarem com a doença. Seja ela:

  • Inicial;
  • Mediana;
  • Avançada;
  • Ou terminal.

Diga aqui se você conseguiu entender este assunto e partilhe este conteúdo para mais pessoas para que todos saibam então sobre esta área.

Marcela Ferreira

Marcela Ferreira

Enfermeira pós graduada, com especialização em traumas urgência e emergência, e experiência de 12 anos na saúde mental. Amante da moda e cofundadora do bazar Cores e Formas.

Outros artigos

Melhores tipos de mesas para cozinhas pequenas

14 de julho de 2021

Melhores tipos de mesas para cozinhas pequenas

As mesas pequenas para cozinha são uns dos itens principais na decoração de toda a casa. Elas são os centros das reuniões familiares e almoços de família, por isso ...

O que as pessoas mais compram pela internet?

13 de agosto de 2021

O que as pessoas mais compram pela internet?

Quais foram os últimos itens que você comprou pela internet? Talvez você tenha utilizado um cupom de desconto shopee, ou aproveitado sua assinatura Amazon Prime ...

Você pode ter interesse em:

Exercícios para perder barriga

Exercícios para perder barriga

Mente saudável: como a meditação pode ajudar

Mente saudável: como a meditação pode ajudar

Cannabis e quimioterapia: como o uso medicinal da planta pode contribuir para o tratamento auxiliar do câncer

Cannabis e quimioterapia: como o uso medicinal da planta pode contribuir para o tratamento auxiliar do câncer

Plano de saúde mais barato: veja 4 dicas de planos

Plano de saúde mais barato: veja 4 dicas de planos

Calvície masculina: Tudo o que você precisa saber

Calvície masculina: Tudo o que você precisa saber

Entenda tudo sobre os tipos de anticoncepcional masculino

Entenda tudo sobre os tipos de anticoncepcional masculino