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Entenda os aumentos dos combustíveis e do gás de cozinha

Publicado por Veja Notícias no dia 25/03/2021 as 13:10

O consumidor não tem tido bons dias com a alta dos preços de vários produtos. O aumento da gasolina e o aumento do botijão de gás tem tirado o sono de muitos brasileiros.

Esses dois produtos já sofreram vários reajustes somente nesses três meses de 2021.

Deste janeiro de 2021, a gasolina já teve seu preço reajustado seis vezes com um acumulado de 54%; já o diesel, cinco vezes com acumulado de 44% e o GLP já foram três aumentos com acúmulo em 17,1%.

Mas porque esses sucessivos aumentos no preço da gasolina e no preço do gás de cozinha? É o que este artigo objetiva explicar.

Como a Petrobrás reajusta os preços?

Desde 2019, a Petrobras realiza alterações nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha sem definição de periodicidade, ou seja, a empresa modifica seus preços conforme as condições e as variações do mercado. As principais variáveis são as cotações do preço do petróleo e a cotação do dólar.

Antes disso, a política de reajustes era uma variação a cada três meses. O preço adotado era através da média das cotações realizadas nos últimos 12 meses.

O dólar é uma variável muito importante nessa alta de preços. Desde 2020, o dólar disparou cerca de 30%. A cotação do petróleo é feita em dólar, isso impacta diretamente o preços dos produtos derivados do petróleo. Em 2021 não é diferente, e o dólar continua na tendência de alta.

Essa combinação de aumento da cotação internacional do petróleo mais aumento do dólar tem sido catastrófica para o consumidor.

Como é formado o preço dos combustíveis e do gás de cozinha?

A refinarias da cobram o valor que representa cerca de 34% do preço da gasolina que é repassado ao consumidor final, já 53% para o preço final do diesel e 48% do preço gás de cozinha.

O GLP (gás liquefeito de petróleo), por exemplo, está custando R$ 39,65, o botijão de 13 kg, nas refinarias. Sobre ele, ainda incidem impostos, custos de transporte e distribuição e lucro dos distribuidores. Só após esses acréscimos chegamos ao preço do gás que será repassado ao consumidor final.

Além dos impostos federais incidem o imposto estadual, ICMS – imposto sobre circulação de mercadorias e serviços. Cada estado possui sua alíquota de ICMS, por isso existe diferença nos preços em cada estado. O Rio de Janeiro, por exemplo, possui o ICMS mais alto do país. A alíquota base no Rio de Janeiro é de 20%.

Além disso, os estados alteram a base de cálculo do imposto. O valor utilizado não é necessariamente o que estará na bomba e sim o PMPF – Preço médio ponderado ao consumidor final – ou seja, uma média ponderada dos valores.

Caso o estado estabeleça um valor PMPF maior, esse valor poderá inflacionar o preço final na bomba. No Rio de Janeiro, por exemplo, A Fazenda Estadual definiu uma base de cálculo para o ICMS com variação de 8,5% enquanto preço médio final variou em 1,9%.

Recentemente foi aprovado cortes nas alíquotas de impostos federais, PIS/PASEP/COFINS. Esses tributos representam cerca de 3% do preço na refinaria. Porém essa redução não teve o efeito de anular o aumento concedido. Isso ocorreu porque, segundo os revendedores, essa redução dos impostos serviu apenas para recompor a margem de lucro que estava baixíssima, visto que houve aumentos constantes nos últimos períodos. Muitos desses aumentos não foram repassados os consumidor final. Por isso, essa redução também não foi repassada.

São todas essas variáveis que formam os preço dos combustíveis que vão para as bombas de combustíveis e do gás que vai para a cozinha do cidadão. Portanto, todos esses aumentos, apenas no ano de 2021, acendem uma luz vermelha sobre esses produtos. Pois isso afetara não só o bolso do consumidor, mas também os revendedores de GLP e os postos de gasolina. O que causará um impacto cada vez maior na economia.

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