Publicado por Veja Notícias no dia 15/12/2021 as 13:29

Você já ouviu falar sobre regimes cambiais? Estes acordos são responsáveis por intermediar as negociações financeiras entre países. Eles permitem definir o câmbio, permitindo a conversão de moedas ao redor do mundo. 

Quais os principais regimes cambiais dos países?

Para quem deseja trabalhar com o comércio exterior ou fazer transações internacionais, conhecer os regimes cambiais é muito importante. O Brasil trabalha com três regimes cambiais, como mostraremos ao longo do texto. 

O que são regimes cambiais? 

Os regimes cambiais são um conjunto de normas que determinam os meios de realização de transações financeiras entre países. Essa é uma forma de as autoridades monetárias de cada país controlarem o câmbio. 

No Brasil, o órgão responsável por fiscalizar a troca de moedas é o Banco Central (BC). Dessa forma, o BC controla a taxa de câmbio e faz a conversão do real para outras moedas (e vice-versa) nas transações financeiras internacionais

O que é a taxa de câmbio? 

A taxa de câmbio é a relação de valor entre moedas de dois países. Essa taxa pode ser nominal ou real. A taxa de câmbio nominal é o valor divulgado por agências de câmbio, sendo o valor do real em relação a moedas estrangeiras como o dólar e o euro, por exemplo. 

Já a taxa de câmbio real é a taxa que considera a inflação externa e interna, medindo o poder de compra da moeda dos dois países. Essa taxa é utilizada em transações internacionais de bens e serviços entre diferentes países. 

Quais são os principais regimes cambiais? 

No Brasil, o BC usa três tipos de regimes cambiais para transações internacionais, sendo eles: câmbio flutuante, câmbio fixo e banda cambial. Abaixo falaremos sobre as características, vantagens e desvantagens de cada um dos regimes. Confira!

Câmbio flutuante 

Basicamente, o câmbio flutuante se define pela relação entre oferta e demanda. Assim, caso o governo adote o câmbio flutuante, ele está incentivando a oscilação das moedas. 

Dessa maneira, as autoridades monetárias brasileiras apenas realizam pequenas intervenções para controlar o câmbio. Assim, o governo quase não interfere na oscilação do real, agindo somente quando o câmbio dispara para conter a inflação. Esse é o regime atual adotado no Brasil. 

Com isso, as autoridades monetárias não precisam intervir diretamente no câmbio, podendo realizar outras ações como o aumento da taxa Selic, por exemplo, para manter a inflação sob controle. A principal vantagem da adoção do regime de câmbio flutuante é que o governo não precisa utilizar suas reservas financeiras para estabilizar a cotação da moeda, o que de certa forma favorece as contas públicas. 

Porém, há a desvantagem da alta volatilidade da moeda. Isso pode causar incerteza no comércio, já que os valores mudam com base em oferta e demanda. 

Câmbio fixo 

O câmbio fixo determina um valor fixo para a moeda. Isso acontece quando o governo estabelece critérios para vincular o câmbio a alguma moeda estrangeira. Esse regime cambial é bastante utilizado para conter a inflação em países em desenvolvimento. 

A principal vantagem do câmbio fixo é a baixa oscilação da moeda, já que o valor é fixado e sofre poucas alterações. O ponto negativo é que o governo gasta suas reservas financeiras para manter o valor da moeda, o que deixa o país mais suscetível a ameaças externas. 

Banda Cambial

No regime de banda cambial o governo define os limites de flutuação de uma moeda. Assim, pode haver oscilação do valor da moeda, mas sempre entre os limites mínimo e máximo. Dessa maneira, sempre que os limites estabelecidos forem superados, o governo precisa intervir realizando a compra ou venda de moeda estrangeira. 

A principal vantagem da banda cambial é a previsibilidade, já que a oscilação do câmbio ocorre dentro de um limite pré-estabelecido. Por outro lado, esse regime pode prejudicar as finanças de empresas estrangeiras ou nacionais com sede no país que o adota. 

Os regimes cambiais são importantes para a realização de transações internacionais. O câmbio interfere na utilização das moedas envolvidas e, por isso, seu custo faz toda a diferença na negociação. 

Sendo assim, acompanhar a política cambial do país é de suma importância, principalmente se você é profissional de comércio exterior ou realiza muitas compras e transações internacionais no dia a dia.

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