Finanças

O que devo saber antes de investir na previdência privada?

Publicado por Veja Notícias no dia 12/10/2021 as 10:13

A previdência privada tem sido vista como uma boa opção por aqueles que, após a Reforma da Previdência, se sentem incertos sobre o quão confortável será o seu período de descanso futuro. Isso não significa, porém, que se trate de um investimento interessante apenas para quem deseja uma segunda fonte de renda na aposentadoria.

O que devo saber antes de investir na previdência privada?

Nem todos sabem, mas a previdência privada pode ser utilizada como reserva de emergência ou para a realização de planos mais específicos, como a compra de um imóvel ou carro, os estudos dos dependentes, um intercâmbio, etc.

Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre como funciona a previdência privada, para quem ela é indicada e quais são os detalhes que você deve saber antes de contratá-la. Veja só:

Previdência privada: entenda melhor

Trata-se de uma aposentadoria que não está ligada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, por isso, também é chamada de previdência complementar.

A previdência privada é interessante porque o contribuinte pode escolher o valor da contribuição, além de sua periodicidade. Nada impede que sejam feitos aportes a cada dois, três ou seis meses; é importante, porém, que o indivíduo saiba que o retorno será proporcional aos valores dados e à frequência dos aportes.

Assim, é sempre recomendado que o indivíduo deposite uma quantidade de dinheiro mensalmente em seu investimento – os valores variam de acordo com a sua disponibilidade financeira, claro, e devem dialogar com o objetivo final.

Atualmente é possível investir em dois tipos de previdências : PGBL e VGBL.

O primeiro é indicado para as pessoas que declaram a versão completa do IR; o segundo, por sua vez, é uma opção mais interessante para quem faz a declaração simplificada.

Quem opta pelo PGBL tem o direito de deduzir o valor dos aportes feitos até o limite de 12% de sua renda anual na hora de declarar o Imposto de Renda.

A vantagem do VGBL está em outro lugar: o Imposto de Renda, para quem opta por esse plano, incide apenas sobre a rentabilidade do investimento, e não sobre o montante completo.

Tabelas regressiva e progressiva

No que tange a questão da tributação do Imposto de Renda, existem duas formas de tributação específicas: a tabela regressiva e a tabela progressiva.

Na tributação via tabela regressiva, os aportes são tributos de forma definitiva na fonte, ou seja, não são somados à renda tributável (o que, na prática, faz com que não gerem imposto a pagar ou a restituir na declaração anual do IR).

A alíquota a ser paga depende do tempo pelo qual o dinheiro retirado do plano de previdência privada permaneceu intocado.

Por exemplo: se o dinheiro esteve investido por até 2 anos, a alíquota é de 35%; se esteve investido acima de 10 anos, por sua vez, a alíquota é de 10%. Trata-se de uma diferença muito grande, não é verdade?

A tributação progressiva, por fim, segue a mesma tabea que tributa o salário mensal dos brasileiros. Assim, a alíquota segue a seguinte base de cálculo:

  • Até R$ 1.903,98: não paga nenhum valor;
  • De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65: alíquota de 7,5%;
  • De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: alíquota de 15%;
  • De R$ 3.751.06 até R$ 4.664,68: alíquota de 22,5%;
  • Acima de R$ 4.664,68: alíquota de 27,5%.

Para os resgastes o pagador irá recolher 15% de imposto, com alguns reajustes feitos no Imposto de Renda. Para simplificar a questao, podemos dizer que essa tabela age como se os resgates ou benefícios fossem, de fato, salários.

São cobradas taxas?

Sim. Existem duas: a taxa de administração financeira e a taxa de carregamento.

A taxa de administração varia de acordo com as condições comerciais do plano contratado. Ela é cobrada diariamente sobre o valor total da reserva financeira.

A taxa de carregamento está atrelada a cada aporte feito ao fundo de previdência privada. Ela, como o nome pode sugerir, é utilizada para cobrir despesas de administração e corretagem. Em geral, é uma taxa que fica em torno de 5% sobre o valor da cada aporte.

Para entender melhor como são feitas as contas e as taxas da previdência privada, é recomendado que o interessado converse com um especialista – o qual, inclusive, pode sugerir um plano de ação baseado na renda do sujeito e no seu objetivo de vida a curto e longo prazo.

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